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Oficiais da GNR entregam petição na Assembleia para reconhecimento da profissão de risco

Oficiais da GNR entregam petição na Assembleia para reconhecimento da profissão de risco

 

Associação Nacional de Oficiais da GNR recolheu 10.444 assinaturas e exige enquadramento legal, compensações e medidas de proteção social e psicológica para PSP e GNR.

 

A Associação Nacional de Oficiais da GNR (ANOG) entregou esta quinta‑feira na Assembleia da República uma petição exigindo o reconhecimento das carreiras da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Guarda Nacional Republicana (GNR) como profissões de risco. A iniciativa reuniu 10.444 assinaturas, acima do mínimo de 7.500 exigido para tramitação parlamentar, e foi também entregue à ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral.

 

Segundo Tiago Gonçalves Silva, presidente da ANOG, a petição pretende que o assunto seja discutido em plenário, com vista a obter o “consequente enquadramento legal e compensatório adequado à natureza das funções exercidas” pelos agentes. O documento, lançado na semana passada após a morte de um militar da GNR numa colisão marítima no Algarve, argumenta que os profissionais das forças de segurança desempenham missões de elevado risco de forma permanente e ininterrupta, com exposição direta à criminalidade, horários irregulares, turnos prolongados e exigência psicológica e física superior à média.

 

A petição defende o reconhecimento não como privilégio, mas como “ato de justiça institucional”, pedindo pagamento de subsídios por penosidade, insalubridade e risco, bem como o reforço das medidas de proteção social e psicológica para mitigar o impacto do stress e da exposição à violência.

 

A ANOG espera que a petição seja discutida em plenário. Fontes governamentais contactadas disseram que o documento será analisado nos termos regimentais; não houve, até ao momento, anúncio de medidas concretas por parte do Ministério da Administração Interna.

 

O pedido surge num momento de crescente debate sobre as condições laborais das forças de segurança em Portugal, incluindo remunerações, horários e apoios psicológicos, e segue incidentes recentes que voltaram a colocar em evidência os riscos inerentes às operações policiais.

 

A petição permanece disponível e a ANOG apela a maior visibilidade para a causa entre elementos das forças de segurança e sociedade civil.

 

 

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